O sono é a chave para a manutenção das funções fisiológicas e cognitivas. A redução do tempo ou da qualidade do sono leva a alterações no funcionamento de todo o organismo.
A privação do sono pode ocorrer de forma aguda, quando se dorme menos horas por um período curto, ou crônica, quando a redução do sono se prolonga por semanas ou meses.
No post de hoje, discutiremos as causas da falta de sono e o que tal condição faz com o organismo do paciente.
Impactos no sistema nervoso
A regulação da memória, da aprendizagem e da tomada de decisão está diretamente ligada ao sono.
A privação do sono interfere na consolidação da memória e na capacidade de concentração, podendo levar a dificuldades na resolução de problemas e na execução de tarefas diárias. Alterações no humor também são frequentes, causando maior irritabilidade e oscilações emocionais.
A longo prazo, a privação do sono está associada a um risco aumentado de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. O sistema nervoso depende do sono para eliminar toxinas acumuladas no cérebro ao longo do dia, e a falta desse processo compromete a saúde cerebral.
Consequências no sistema cardiovascular
A regulação da pressão arterial e da frequência cardíaca sofre influência direta do sono. A privação do sono pode levar a alterações nesses parâmetros, aumentando o risco de hipertensão arterial, doenças coronarianas e outros problemas cardiovasculares.
Indivíduos com sono insuficiente apresentam maiores níveis de inflamação e disfunção endotelial, fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças cardíacas.
Impactos no metabolismo e no controle do peso
O sono serve também para a regulação hormonal, incluindo os hormônios que controlam o apetite. A privação do sono pode levar a um desequilíbrio entre a grelina e a leptina, aumentando a sensação de fome e reduzindo a saciedade.
Isso resulta em maior consumo calórico e ganho de peso. Além disso, a sensibilidade à insulina pode ser afetada, aumentando o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.
A alteração nos ritmos circadianos também pode comprometer a taxa metabólica basal, o que reduz o gasto energético e favorece o acúmulo de gordura corporal.
Efeitos sobre o sistema imunológico
O sistema imunológico está diretamente relacionado ao quanto de horas de sono o paciente recebe, sendo que a privação do sono afeta a capacidade do organismo de responder a infecções.
Durante o sono, há produção e liberação de citocinas, substâncias que auxiliam na resposta imunológica. A redução do tempo de sono leva a uma menor produção dessas moléculas, tornando o organismo mais suscetível a doenças.
A resposta à vacinação também enfraquece, pois a produção de anticorpos é menor em indivíduos que dormem menos horas regularmente.
Relação com a saúde mental
A qualidade do sono tem impacto direto no equilíbrio emocional. A sua privação pode estar associada ao aumento da ocorrência de transtornos como ansiedade e depressão. Além disso, a regulação da serotonina e de outros neurotransmissores é prejudicada e leva a alterações no humor e na estabilidade emocional.
A privação também pode desenvolver no paciente sintomas psicóticos, como alucinações e alterações na percepção da realidade, quando ocorre de forma prolongada.
Comprometimento da segurança e do desempenho diário
A privação do sono diminui a atenção, os reflexos e a capacidade de resposta a situações inesperadas. Isso torna um fator preocupante em atividades que exigem concentração e rapidez de reação, como a condução de veículos e o manuseio de máquinas.
O risco de acidentes de trânsito é mais elevado entre indivíduos que dormem poucas horas regularmente. A sonolência ao volante pode ser comparável aos efeitos do consumo de álcool na capacidade de direção.
Para avaliação e orientação sobre distúrbios do sono, entre em contato com a Pneumosono.