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Ronco alto e pausas na respiração: sinais clássicos de apneia.

Muita gente ronca de vez em quando, principalmente em fases de cansaço, congestão nasal ou após ingerir bebida alcoólica. 

Ainda assim, quando o ronco é alto, frequente e vem acompanhado de pausas na respiração, esse padrão merece atenção. 

Neste post, você vai entender esses sinais clássicos de apneia do sono, um problema comum e muitas vezes subestimado. Além de descobrir quando procurar ajuda imediatamente.

Quando o ronco deixa de ser apenas um incômodo

O ronco acontece quando o ar encontra dificuldade para passar pela via aérea durante o sono. Isso faz os tecidos da garganta vibrarem e produzirem o som. 

Em algumas pessoas, o ronco é esporádico e sem maior repercussão. Em outras, ele é um aviso de que a passagem do ar está estreitando de forma importante.

Na apneia, esse estreitamento pode chegar ao ponto de interromper a respiração por alguns segundos, várias vezes ao longo da noite. O corpo percebe a falta de ar, reage com pequenos despertares e tenta restabelecer a passagem do oxigênio. 

Muitas vezes, a pessoa não se lembra desses despertares no dia seguinte, mas o sono fica fragmentado e perde qualidade.

Ou seja, o problema não é apenas o barulho. O que preocupa é o que esse padrão revela sobre a respiração durante o sono.

O que são as pausas na respiração durante o sono

As pausas respiratórias costumam ser descritas por quem observa a cena como um silêncio estranho depois de um ronco intenso. A pessoa para de respirar por alguns segundos, parece prender o ar e depois volta com um ronco forte, um engasgo ou um suspiro mais brusco.

Esse ciclo pode se repetir muitas vezes em uma única noite. Em vez de manter um sono contínuo e restaurador, o organismo entra em alerta repetidamente. Com isso, o descanso perde eficiência e o corpo passa a funcionar pior durante o dia.

Esse é um dos motivos pelos quais a apneia vai muito além de um sintoma noturno. Ela desorganiza o sono e impacta a saúde como um todo.

Sinais que costumam aparecer junto com o ronco alto

Nem toda pessoa com apneia chega ao consultório dizendo que para de respirar enquanto dorme. Muitas procuram ajuda por sintomas indiretos, que parecem desconectados do sono à primeira vista. 

Não se dar conta desse problema é comum e explica por que tantos casos ficam sem diagnóstico.

Alguns sinais merecem atenção especial:

  • sono que não é reparador;
  • cansaço logo ao acordar;
  • sonolência ao longo do dia;
  • dor de cabeça pela manhã;
  • dificuldade de concentração;
  • irritabilidade;
  • sensação de sufocamento à noite;
  • boca seca ao despertar.

Quando esses sintomas aparecem junto com ronco alto e pausas na respiração, a suspeita de apneia ganha força.

Por que a pessoa com apneia muitas vezes não percebe o problema

A apneia não costuma ser percebida de forma clara por quem dorme. A pessoa pode acreditar que dormiu a noite inteira, mesmo tendo passado por dezenas ou centenas de microdespertares. 

Como esses despertares são muito breves, eles não deixam uma lembrança nítida.

Por isso, o relato do parceiro ou de alguém da família que testemunha seu sono tem grande valor. Preste atenção se alguém disser que você ronca muito, que você parece parar de respirar ou que você se engasga dormindo. 

Qualquer pista nesse sentido, não deixe de buscar a avaliação de um médico do sono.

Quem tem maior risco de desenvolver apneia do sono

A apneia pode ocorrer em homens e mulheres, em diferentes idades, inclusive em pessoas que não se encaixam no estereótipo clássico do paciente que ronca. Ainda assim, alguns fatores aumentam o risco:

  • o excesso de peso, pois favorece o estreitamento da via aérea;
  • alterações anatômicas da face;
  • amígdalas aumentadas;
  • obstrução nasal crônica;
  • envelhecimento;
  • histórico familiar;
  • consumo de álcool à noite pode agravar o quadro, porque relaxa mais a musculatura da garganta.

O Dr. Fábio Maraschin destaca que também há pessoas magras com apneia, especialmente quando existe uma predisposição anatômica. Por isso, avaliar apenas o peso é insuficiente. O mais importante é olhar o conjunto dos sinais.

O que a apneia faz com a saúde além do sono

Quando a respiração falha repetidamente durante a noite, o organismo sofre pequenas quedas de oxigenação e ativa mecanismos de estresse. Isso aumenta a sobrecarga do corpo e prejudica processos importantes de recuperação física e mental.

Ao longo do tempo, a apneia pode se associar a pior controle da pressão arterial, maior risco cardiovascular, piora da memória, redução do rendimento no trabalho e mais chance de acidentes por sonolência. 

Em algumas pessoas, ela também interfere no humor, na disposição, na vida sexual e na capacidade de praticar atividade física com energia adequada.

Como é feita a investigação da apneia

A avaliação começa com uma conversa clínica com seu médico do sono para saber:

  • como é o sono;
  • quais sintomas aparecem durante o dia;
  • se há ganho de peso;
  • se há obstrução nasal;
  • se você faz uso de álcool à noite;
  • se há pressão alta;
  • se existem relatos de pausas respiratórias.

Depois disso, pode ser indicado um exame do sono. O objetivo é registrar o que acontece enquanto a pessoa dorme, identificar eventos respiratórios e medir o impacto deles na oxigenação e na arquitetura do sono. 

O tratamento depende da causa e da gravidade

A escolha do tratamento depende:

  • da intensidade da apneia;
  • do perfil anatômico;
  • dos sintomas;
  • das doenças associadas. 

Em alguns casos, a perda de peso tem papel importante. Em outros, o manejo da obstrução nasal, mudanças de hábitos, dispositivos intraorais ou terapias específicas podem ser considerados.

Há situações em que o tratamento com pressão positiva nas vias aéreas durante o sono é a opção mais eficaz. Em linguagem simples, esse recurso ajuda a manter a passagem do ar aberta para evitar os colapsos respiratórios. 

Quando procurar ajuda 

Vale buscar avaliação quando:

  • o ronco é alto e frequente;
  • quando alguém observa que você para de respirar dormindo;
  • quando o sono deixa de cumprir sua função básica de restaurar o corpo e a mente.
  • há sonolência excessiva;
  • você acorda cansado;
  • você perde rendimento ao longo do dia.

Muitas pessoas esperam o problema piorar para procurar ajuda. Outras só agem depois de anos ouvindo reclamações do parceiro. Esse atraso é desnecessário. Quanto antes a apneia é identificada, mais cedo é possível reduzir sintomas e prevenir complicações.

A apneia tem diagnóstico e tem tratamento. O primeiro passo é reconhecer que o ronco pode ser mais do que um incômodo para quem dorme com você. Ele pode estar prejudicando sua saúde e qualidade de vida.

Se você ou alguém próximo apresenta ronco alto, engasgos noturnos ou pausas na respiração, entre em contato com a Pneumosono, para esclarecer a causa dos sintomas e indicar o melhor caminho para voltar a dormir bem.

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