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Na menopausa, acordar várias vezes à noite é normal?

Embora seja muito comum, acordar várias vezes à noite na menopausa não deve ser considerado normal. Esta é uma fase marcada por mudanças hormonais e o sono costuma ser um dos primeiros aspectos afetados. 

Porém,quando os despertares se repetem por semanas, causam cansaço durante o dia ou vêm acompanhados de ronco, falta de ar, palpitações, ansiedade ou suor intenso, vale investigar. Em muitos casos, há formas seguras de melhorar a qualidade do sono e recuperar disposição.

Por que a menopausa pode fazer a mulher acordar mais à noite?

Durante a transição para a menopausa, os níveis de estrogênio e progesterona passam por oscilações e depois tendem a cair. Esses hormônios participam de várias funções do corpo, incluindo regulação da temperatura, humor, respiração, metabolismo e organização do sono.

Como essas mudanças aumentam a dificuldade para manter o sono contínuo, a mulher até consegue dormir, mas acorda várias vezes, demora para voltar a dormir ou desperta antes do horário desejado.

Ondas de calor e suor noturno: quando o corpo acorda antes da mente.

Um dos motivos mais conhecidos para acordar várias vezes à noite, na menopausa, são as ondas de calor. Elas podem surgir durante o sono e provocar sensação súbita de calor, suor, desconforto e necessidade de se descobrir ou trocar de roupa.

O suor noturno na menopausa também pode vir acompanhado de batimentos acelerados e sensação física de inquietação. Mesmo quando dura poucos minutos, ele pode quebrar a continuidade do sono e dificultar o retorno ao descanso profundo.

Curiosamente, em algumas situações, o cérebro desperta primeiro e a onda de calor aparece logo depois. Ou seja, a mulher sente que acordou por causa do calor, mas o sono já havia sido interrompido antes disso.

Quando as ondas de calor são frequentes, o impacto maior está na fragmentação do sono, noite após noite.

Insônia na menopausa nem sempre é dificuldade para pegar no sono

Na menopausa, a mulher adormece, mas acorda às 2h, 3h ou 4h da manhã e não consegue retomar o sono com facilidade.

Esse tipo de insônia pode estar ligado às alterações hormonais, mas também pode ser intensificado por ansiedade, estresse, rotina irregular, uso de telas à noite, consumo de álcool, cafeína no fim do dia e preocupação com o próprio sono.

O problema tende a virar um ciclo. A mulher dorme mal, passa o dia cansada, fica mais irritada ou ansiosa, chega à noite com medo de não dormir e acaba entrando em estado de alerta justamente quando deveria relaxar.

Acordar para urinar: um detalhe que também fragmenta o sono.

Algumas mulheres passam a levantar mais vezes para urinar durante a noite na menopausa devido a: 

  • mudanças no trato urinário;
  • maior sensibilidade da bexiga;
  • ingestão de líquidos no período noturno;
  • outros fatores associados.

Cada despertar interrompe o sono e pode dificultar o retorno ao repouso, principalmente quando a pessoa acende uma luz forte, olha o celular ou começa a pensar nas tarefas do dia seguinte.

Ronco e apneia do sono em mulheres: um ponto que passa despercebido.

A apneia é muito associada aos homens, mas também afeta as mulheres, especialmente após a menopausa. Nessa fase, mudanças hormonais, ganho de peso, alteração na distribuição de gordura corporal e redução do tônus muscular das vias aéreas podem favorecer ronco e obstruções respiratórias.

Nas mulheres, os sinais podem ser menos óbvios. Além do ronco, podem aparecer despertares frequentes, sono não reparador, dor de cabeça pela manhã, boca seca, irritabilidade, dificuldade de concentração e sonolência durante o dia.

Se a mulher acorda várias vezes à noite, ronca, sente engasgos, acorda cansada ou alguém percebe pausas na respiração, é importante investigar apneia do sono.

Quando acordar várias vezes à noite deixa de ser normal?

É esperado que qualquer pessoa acorde brevemente algumas vezes durante a noite. Muitas vezes, esses microdespertares nem são lembrados. 

O sinal de alerta aparece quando os despertares são longos, frequentes ou acompanhados de sintomas durante o dia.

Acordar várias vezes à noite na menopausa merece avaliação quando:

  • acontece por três ou mais noites na semana;
  • persiste por várias semanas;
  • prejudica o humor;
  • reduz a concentração;
  • causa sensação de cansaço mesmo após muitas horas na cama.

Também é importante buscar orientação quando há:

  • ronco alto;
  • sensação de sufocamento;
  • palpitações; 
  • suor intenso;
  • despertares com ansiedade;
  • pressão alta de difícil controle;
  • sonolência em situações que exigem atenção, como dirigir.

O sono ruim se torna um problema clínico quando começa a afetar a vida acordada.

Tratamento depende da causa, não apenas da idade.

A menopausa pode explicar parte das alterações do sono, mas não deve ser usada como resposta única para tudo. 

Acordar várias vezes à noite pode ter causas diferentes: 

  • ondas de calor;
  • insônia; 
  • ansiedade; 
  • apneia do sono;
  • refluxo;
  • dor; 
  • medicamentos;
  • alterações urinárias;
  • combinação de fatores.

Por isso, o tratamento precisa começar por uma boa avaliação e, em alguns casos, envolve ajustes comportamentais e controle dos sintomas da menopausa. Em outros, é necessário investigar distúrbios respiratórios do sono por meio de exames específicos. Tratar apenas o sintoma, sem entender a origem dos despertares, pode atrasar o diagnóstico e prolongar o cansaço.

Se os despertares noturnos estão atrapalhando sua rotina, causando cansaço ou vindo acompanhados de ronco, suor intenso, falta de ar ou sonolência durante o dia, procure avaliação especializada.

A Pneumosono pode ajudar a investigar as causas do sono fragmentado e orientar o melhor caminho para você voltar a dormir bem na menopausa. Entre em contato e agende uma avaliação.

Clínica Pneumosono

Médico do Sono Fábio Maraschin

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