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Corpo com apneia do sono: O que acontece no organismo.

Além de afetar a respiração, com apneia do sono há uma sequência de alterações no organismo que se repetem várias vezes ao longo da noite e interferem no descanso, no funcionamento do cérebro, no coração, no metabolismo e na disposição durante o dia. 

Quando o sono é interrompido repetidamente, o corpo deixa de cumprir etapas essenciais de recuperação. E, quando isso acontece todas as noites, o impacto deixa de ser pontual e passa a ser acumulativo.

A respiração falha enquanto a pessoa dorme

Durante o sono, os músculos do corpo relaxam. Em algumas pessoas, esse relaxamento também facilita o estreitamento ou o fechamento da via aérea na região da garganta. 

Quando isso acontece, o ar encontra dificuldade para passar ou simplesmente deixa de passar por alguns segundos.

Esse bloqueio pode ocorrer muitas vezes na mesma noite e a pessoa para de respirar por curtos períodos, volta a respirar com esforço e depois entra novamente no mesmo ciclo. 

Isso pode se repetir dezenas ou até centenas de vezes, mesmo sem que ela perceba conscientemente.

Na prática, o corpo passa a noite tentando resolver pequenas emergências respiratórias. E isso impede um sono contínuo e restaurador. 

O oxigênio cai e o organismo entra em alerta

Quando a respiração para ou fica muito reduzida, o nível de oxigênio no sangue tende a cair. Ao mesmo tempo, o organismo percebe que algo está errado e aciona mecanismos de defesa para retomar a passagem de ar. 

Em vez de permanecer em estado de repouso, o corpo entra em alerta repetidas vezes, de forma automática. 

O cérebro reage, o sono perde profundidade e a pessoa faz microdespertares ao longo da noite. Muitas vezes, ela não lembra desses despertares no dia seguinte, mas o corpo sente seus efeitos.

O cérebro interrompe o sono para manter a pessoa respirando

Uma das funções do cérebro durante o sono é manter processos vitais funcionando de forma coordenada. 

Quando a respiração falha, ele prioriza a sobrevivência e tira a pessoa de fases mais profundas do sono, mesmo que por instantes, para que ela volte a respirar.

Esses microdespertares costumam ser curtos, mas têm um peso importante. Eles impedem que o sono mantenha sua arquitetura normal. 

Em outras palavras, a pessoa até dorme por muitas horas no relógio, mas não atinge de forma adequada as fases que restauram o corpo e consolidam memória, humor e energia.

O coração trabalha mais do que deveria durante a noite

O período do sono deveria ser um momento de menor demanda para o sistema cardiovascular. Na apneia, acontece o contrário. Cada pausa respiratória gera estresse e leva a oscilações na frequência cardíaca e na pressão arterial.

Quando o oxigênio cai e o corpo entra em alerta, há liberação de substâncias relacionadas ao estresse. Isso faz o coração acelerar em alguns momentos e trabalhar sob maior pressão em outros. 

Ao longo do tempo, esse padrão repetitivo pode aumentar a sobrecarga cardiovascular, o risco de hipertensão arterial, arritmias e outros problemas cardíacos.

A pressão arterial pode deixar de cair como deveria

Em uma noite de sono saudável, a pressão arterial costuma reduzir um pouco durante o descanso. Esse comportamento faz parte da recuperação natural do organismo. Na apneia do sono, porém, esse padrão pode se perder.

Como há despertares repetidos, queda de oxigênio e ativação frequente do sistema de alerta, a pressão permanece mais alta do que o esperado. 

Em algumas pessoas, isso ajuda a explicar por que a pressão é difícil de controlar, mesmo com tratamento adequado durante o dia.

O corpo com apneia do sono acorda cansado porque não conseguiu se reparar

Dormir bem é dar ao organismo a chance de reparar tecidos, organizar hormônios, consolidar lembranças e recuperar energia. Quando a apneia interrompe esse processo, o corpo desperta sem ter concluído o trabalho noturno.

Muitas vezes, o paciente pensa que está vivendo uma fase de estresse ou excesso de trabalho. Mas o sono fragmentado pode ser a verdadeira causa desse esgotamento. 

O metabolismo também pode ser prejudicado

A apneia do sono também interfere no equilíbrio metabólico. Quando o organismo passa noites seguidas em estado de alerta e com sono ruim, hormônios ligados à fome, à saciedade e ao uso de energia podem ser afetados.

Na prática, isso pode favorecer ganho de peso, maior dificuldade para emagrecer e pior controle de condições como resistência à insulina e diabetes em parte dos pacientes. 

Além disso, o excesso de peso e a apneia costumam se reforçar mutuamente em muitos casos, criando um ciclo difícil de romper sem avaliação adequada.

Se você desconfia de apneia do sono ou convive com ronco intenso, pausas na respiração, cansaço ao acordar ou sonolência ao longo do dia, entre em contato com a Pneumosono. Uma avaliação especializada esclarece o que está acontecendo e indica o melhor caminho para voltar a dormir bem.

Clínica Pneumosono

Médico do Sono Fábio Maraschin

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