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Cirurgia para apneia do sono: quando é indicada?

A apneia obstrutiva do sono acontece quando as vias aéreas superiores fecham parcial ou totalmente durante o sono, interrompendo a respiração várias vezes por noite. 

Cada pausa reduz a oxigenação do corpo e fragmenta o descanso, mesmo quando a pessoa acredita ter dormido as horas suficientes. O tratamento tem caminhos diferentes, e a cirurgia para apneia é um deles. 

Como a apneia do sono é diagnosticada?

Antes de falar em cirurgia, o ponto de partida é sempre o diagnóstico preciso. O exame de referência é a polissonografia, que registra durante a noite a respiração, os níveis de oxigênio no sangue, os movimentos do corpo e as fases do sono. 

A partir desse registro, o médico calcula o índice de apneia e hipopneia, que mostra quantas pausas respiratórias acontecem por hora. Este coeficiente classifica a gravidade do quadro em leve, moderado ou grave. A classificação orienta toda a decisão de tratamento, porque a conduta para um caso leve costuma ser bem diferente da conduta para um caso grave. 

Além do exame, o médico avalia o histórico do paciente, os sintomas relatados e as características anatômicas das vias aéreas.

Sinais que costumam levar à investigação

Alguns sintomas aparecem com frequência e servem de alerta para procurar um especialista em medicina do sono:

  • ronco alto e constante, percebido por quem dorme ao lado;
  • pausas na respiração durante o sono, notadas por familiares;
  • sonolência excessiva ao longo do dia, mesmo após uma noite completa;
  • sensação de cansaço ao acordar;
  • dores de cabeça matinais;
  • dificuldade de concentração e falhas de memória.

Por que a cirurgia raramente é o primeiro passo?

O tratamento da apneia do sono segue uma lógica de etapas. Na maioria dos casos, o médico começa por medidas menos invasivas, reservando a cirurgia para situações específicas. 

O aparelho de pressão positiva contínua, conhecido como CPAP, é o tratamento de primeira linha para casos moderados e graves. Ele funciona como um fluxo de ar controlado que mantém as vias aéreas abertas durante a noite.

Existem também os aparelhos intraorais, indicados sobretudo para casos leves e moderados, que reposicionam a mandíbula para liberar a passagem do ar. 

Mudanças no estilo de vida completam o quadro: 

  • perda de peso;
  • redução do álcool à noite;
  • ajuste da posição de dormir;
  • tratamento de outras condições associadas.

A cirurgia entra quando essas atitudes se mostram insuficientes ou inadequadas para o caso concreto. É uma decisão que depende da anatomia do paciente, da gravidade do quadro e da resposta aos tratamentos anteriores.

Quando a cirurgia para apneia do sono é indicada?

A indicação cirúrgica surge em cenários bem definidos, avaliados individualmente pelo especialista. Os principais são:

  • pacientes que apresentam uma obstrução anatômica clara, como desvio de septo, aumento das amígdalas ou alterações na estrutura do nariz e da garganta;
  • pacientes que tentaram usar o CPAP de forma consistente e não se adaptaram ao aparelho, mesmo após ajustes;
  • casos em que os aparelhos intraorais falharam ou foram descartados por razões clínicas;
  • situações em que a anatomia da via aérea, por si só, mantém o problema mesmo com tratamento clínico bem conduzido;
  • crianças com apneia relacionada ao aumento das amígdalas e adenoides, para quem a cirurgia costuma ser a primeira escolha.

A avaliação leva em conta o ponto exato da obstrução. A apneia pode ter origem no nariz, no palato, na base da língua ou em mais de um lugar ao mesmo tempo. Identificar essa origem é o que define qual procedimento faz sentido.

Tipos de procedimento

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha depende do que está causando o bloqueio:

  • cirurgias nasais, que corrigem desvios de septo e melhoram a passagem de ar pelo nariz;
  • remoção de amígdalas e adenoides, comum em crianças e em alguns adultos;
  • cirurgias do palato, que ampliam o espaço na garganta e reduzem o colapso dos tecidos;
  • procedimentos na base da língua, indicados quando a obstrução se concentra nessa região;
  • cirurgias maxilomandibulares, que reposicionam os ossos da face em casos selecionados e mais complexos.

O papel da avaliação individual

Cada via aérea tem uma configuração própria, e o mesmo índice de apneia pode ter causas anatômicas distintas em dois pacientes diferentes. 

Por isso, a decisão cirúrgica passa por exames complementares, como a endoscopia do sono, que observa o comportamento das vias aéreas durante o sono induzido e mostra em tempo real onde ocorre o colapso.

Essa investigação detalhada aumenta a chance de sucesso do procedimento, porque a cirurgia mira exatamente o ponto que causa a obstrução. Operar sem esse mapeamento reduz os resultados e expõe o paciente a um risco que poderia ser evitado. 

O acompanhamento com um médico especializado em medicina do sono garante que a indicação seja feita na hora certa e pelo motivo certo. Além disso, a decisão sobre operar ou seguir outro caminho depende de uma avaliação criteriosa, feita por quem entende de sono. 

Se você convive com ronco, sonolência durante o dia ou já recebeu o diagnóstico de apneia, agende uma consulta com o Dr. Fábio Maraschin, da Pneumosono. Uma avaliação completa é o primeiro passo para descobrir o tratamento certo para o seu caso e voltar a dormir com qualidade.

Clínica Pneumosono

Médico do Sono Fábio Maraschin

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