Estudo: dormir junto faz bem à saúde; veja os benefícios do sono e dicas

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Arizona (EUA) indicou que pessoas que dormem com o parceiro têm sono melhor do que aquelas que passam a noite sozinhas. Os resultados foram publicados no periódico Sleep.

Segundo a pesquisa, quem compartilhava a cama teve menores índices de insônia, fadiga e risco de apneia, além de dormirem por mais tempo e pegarem no sono mais rápido. Efeitos na saúde mental também foram observados, como redução de depressão, ansiedade, estresse, maior suporte social e felicidade nos relacionamentos..

A equipe ainda avaliou dados de quem dormia com os filhos e identificou que a noite de sono teve piora, aumentando a recorrência de insônia grave e queixas emocionais. "Dormir com um parceiro ou cônjuge está associado a melhor qualidade do sono e à saúde mental em geral. Dormir com uma criança, por outro lado, foi associado a pior sono em geral", diz o estudo. As informações foram avaliadas com base no levantamento SHADES (Atividade de sono e saúde, dieta, meio ambiente e socialização, na tradução do inglês), que reuniu 1.007 adultos.

O sono tem um papel fundamental para regular emoções e as demais funções biológicas, atuando também na prevenção de doenças crônicas. Em média, a recomendação é que uma noite de sono dure entre sete e nove horas, dependendo da necessidade da pessoa. "Viva o dia e durma à noite, porque o ciclo do sono vai ditar outros ritmos, como produção de insulina, temperatura, cortisol [o hormônio do estresse]. Quando a pessoa não dorme em quantidade ou qualidade adequadas tudo é impactado", afirmou a nutricionista Luisa Marot, doutoranda em ciências da saúde pela UFU (Universidade Federal de Uberlândia), durante palestra no congresso Ganepão, realizado em São Paulo na última semana.

Um dos impactos é no sexo. Isso acontece porque quando a pessoa deixa de dormir há alterações na hipófise —responsável pelas glândulas que produzem hormônios— e, sob sua menor estimulação, há níveis inferiores de testosterona (que estimula a libido) e alta de cortisol. Esse conjunto impacta a saúde sexual, reduzindo a excitação, as chances de ter um orgasmo e, a longo prazo, podendo contribuir para a disfunção erétil. "Estudos da Universidade de Ottawa apontaram que a atividade sexual antes de dormir pode ajudar a aliviar os sintomas de insônia. Uma boa noite de sono contribui para o aumento da testosterona e, consequentemente, do desejo sexual", indica a psicóloga Theresa Schnorb, , cientista do sono na Emma - The Sleep Company. Há também aumento de ocitocina e prolactina, hormônios que promovem sensações de prazer e maior relaxamento.

Para melhorar a qualidade das horas dormidas, os especialistas recomendam praticar a higiene do sono, que consiste em um conjunto de técnicas aplicadas antes de deitar, ou até mesmo durante o dia, com o objetivo de alcançar um repouso mais saudável. O processo funciona como um aviso ao corpo que é hora de repousar: Saiba mais aqui. 

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