Afinal, quanto tempo devemos dormir?

Dormir muito ou dormir pouco, independente de qual for a escolha, nenhuma é benéfica ao organismo. A privação do sono aumenta o risco de doenças como diabetes e hipertensão, e o excesso de sono também pode fazer mal à saúde. Vamos explicar o porquê, vem com a gente!

 

A razão disso é bastante científica: controlar o ritmo das horas é uma função do nosso cérebro. Sinais que partem do tecido cerebral controlam o ritmo diário das reações metabólicas, fundamentais para o funcionamento equilibrado de todo o organismo. Os neurônios responsáveis pelo controle do ritmo das reações fisiológicas essenciais estão localizados numa região do cérebro chamada de núcleo supra-quiasmático. Estudos realizados com ratos mostram que o ritmo básico gerado nessa área do sistema nervoso é mantido silenciosamente em ciclos de 24 horas, pela alternância de luz e escuro que o animal experimenta durante o dia e a noite. 

 

E o que isso tem a ver com os seres humanos? Trabalhos experimentais evidenciam que o sono nos mamíferos é primordial para combater infecções, a fim de que o cérebro processe informações e respeite todo esse ciclo necessário ao seu funcionamento adequado, elaborando estratégias essenciais à sobrevivência da espécie. Dormir oito horas por noite é um luxo de poucos, com tarefas cada vez mais extensas e preocupações gigantescas, especialmente em um período de pandemia marcado por incertezas. 

As pessoas que não dormem o suficiente sentem falta de energia na realização das tarefas diárias, ficam deprimidas e irritadas, queixando-se da dificuldade de concentração, além de apresentarem maior frequência de doenças infecciosas. Até mesmo o processo de envelhecimento se acelera. Há evidências consistentes de que a privação do sono aumenta o risco de doenças cardiovasculares, obesidade e demais doenças. Por outro lado, adultos que dormem mais do que oito horas por dia enfrentam problemas semelhantes aos que dormem menos do que o recomendado. 

Qual é, então, o número de horas ideal? Para reparar as energias gastas, costuma ser de sete a oito horas por noite. Como regra, os mais velhos precisam de menos horas de sono do que crianças e adolescentes. A realidade é que os especialistas não encontraram um consenso universal para todas as pessoas, mas a maioria concorda com três regras: dormir o suficiente para passar o dia inteiro sem sono, dormir até acordar sem necessidade de despertador e dormir o número médio de horas que costumamos dormir depois de alguns dias de férias.

Se você está enfrentando alguma dificuldade para uma boa noite de sono, sugerimos seguir as seguintes dicas:

  • Evite bebidas estimulantes como a cafeína e o álcool;

  • Não faça refeições exageradas antes de deitar;

  • Durma sempre no mesmo horário, inclusive em finais de semana;

  • Procure se exercitar durante o dia;

  • Mantenha o quarto arejado, em temperatura agradável;

  • Evite dormir durante o dia. Se for extremamente necessário, não ultrapasse 1 hora.

  • Fique longe de aparelhos eletrônicos antes de deitar.

  • Deixe seu quarto escuro e silencioso.

 

Se essas dicas não funcionarem, converse com um de nossos especialistas. Você pode estar com algum problema mais sério, como apneia do sono, que exigirá um tratamento individualizado.  

 

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