Já ouviu falar de narcolepsia?

Quando a pessoa não dorme direito (dorme pouco) ou gasta muita energia em alguma atividade, é comum ela sentir sonolência durante o dia. Seja após o almoço ou enquanto assiste televisão, ouve alguma música ou lê algum livro, o sono (diurno) chega e a pessoa acaba se rendendo.

O problema é quando isso se torna rotina. A sonolência excessiva durante o dia pode ser sinal de algo preocupante. Por exemplo, de um distúrbio do sono chamado narcolepsia. Trata-se de uma doença pouco conhecida e rara e de difícil diagnóstico – pode demorar anos até ser identificada corretamente.

Essa dificuldade no diagnóstico está no fato de a narcolepsia ser naturalmente confundida com sonolência excessiva, muita preguiça ou transtorno de atenção, ainda que a pessoa consiga dormir bem durante a noite. Embora não seja uma doença grave, é preciso ter atenção.

Atenção porque os ataques de narcolepsia podem preocupar, pois tendem a ocorrem a qualquer momento e em ocasiões inusitadas (imagem). Um ataque de narcolepsia pode ocorrer, por exemplo, enquanto a pessoa está dirigindo um automóvel, podendo provocar um acidente em decorrência dos sintomas.

Em um quadro de narcolepsia, a cataplexia é um sintoma comum a todos os portadores da doença. A cataplexia consiste na súbita perda de força e controle muscular do corpo. A paralisia do sono é outro sintoma que pode ser manifestado pelo portador: caracteriza-se quando o indivíduo acorda e não consegue se movimentar. Veja outros possíveis sintomas:

alucinações hipnagógicas (possíveis sonhos vividos na transição do sono com a vigília);
interação com os sonhos (pode levar o portador a situações inadequadas em público);
fragmentação do sono.

Classificada como um distúrbio do sistema nervoso, a narcolepsia seria causada, segundo especialistas, por quantidades reduzidas de uma proteína denominada hipocretina, que é gerada pelo cérebro. No entanto, ainda não se sabe o que leva o cérebro a produzir pouca quantidade desta proteína.

Tratamento da narcolepsia

Até ser diagnosticado, o portador de narcolepsia é visto por familiares ou amigos como um preguiçoso e pode ter grandes dificuldades em sua carreira profissional e no desenvolvimento de atividades sociais. A doença pode demorar cerca de 10 anos até ser diagnosticada porque os sintomas demoram a evoluir.

Após o diagnóstico de narcolepsia, o tratamento consiste, primeiramente, na adoção de algumas medidas comportamentais. O portador da doença deve seguir horários regulares para atividades do dia a dia, evitar situações de privação de sono noturno e tirar cochilos programados de 15 a 20 minutos de duas a três vezes ao longo do dia. Todas essas medidas visam facilitar o controle da sonolência diurna. Há também o tratamento farmacológico, em que o paciente deve seguir rigorosamente as orientações do médico.

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