Estudo mostra que apneia do sono é mais grave nos meses mais frios

Publicado no CHEST Journal, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) mostrou que a apneia do sono é mais grave nos meses mais frios do ano. Além disso, os dias mais frios aumentam a incidência do problema e a quantidade de paradas respiratórias por hora de sono.

A apneia do sono é a forma mais comum dos distúrbios respiratórios e ocorre quando a respiração é bloqueada, deixando o indivíduo momentaneamente sem ar. O problema provoca ronco e interrupção do sono. Para o estudo, 7.500 pacientes de uma clínica de sono foram acompanhados ao longo de 10 anos. Neste período, os pesquisadores observaram que, em épocas do ano em que a temperatura era mais baixa, 34% dos pacientes que procuraram a clínica sofriam de apneia do sono. Já em épocas do ano em que os dias eram mais quentes, a taxa foi de 28%.
Também foi observado que, no inverno, os pacientes sofriam, em média, 18 paradas de respiração em uma hora. Um número 20% maior do que o registrado no calor. Para os pesquisadores, há diversos fatores que podem explicar essas descobertas. Um deles é que no inverno aumentam os problemas associados às vias aéreas e eles intensificam a gravidade dos sintomas da apneia do sono. Além disso, algumas condições meteorológicas também estão relacionadas ao distúrbio, como maior pressão atmosférica e níveis elevados de poluentes no ar.

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