CPAP melhora o controle glicêmico em pacientes com apneia do sono

Apneia obstrutiva do sono: CPAP melhora o controle glicêmico em pacientes com o problema

De acordo com pesquisa, a CPAP (sigla em inglês para “pressão da via aérea positiva contínua”) parece melhorar o controle glicêmico em pacientes com apneia obstrutiva do sono e diabetes tipo 2. Num estudo clínico randomizado, pesquisadores analisaram os dados de 50 pacientes com apneia do sono obstrutiva e diabetes tipo 2 mal controlado, e os relacionaram à intervenção com CPAP ou controle.

Durante a pesquisa, os pacientes, com idades entre 18 e 80 anos, não tiveram a sua medicação antidiabética alterada e os pesquisadores não orientaram que eles mudassem a dieta e o nível de atividade física. Os dados colhidos foram a medição de controle da glicose e a medição das alterações na sensibilidade e resistência à insulina, às proteínas inflamatórias e a outros biomarcadores que podem ser associados com o controle glicêmico no diabetes tipo 2.

Após análise, os pesquisadores observaram que os pacientes que utilizaram a CPAP apresentaram uma diminuição do nível de hemoglobina (HbA1c) após seis meses; uma melhoria na sensibilidade à insulina aos três e seis meses; e uma redução da resistência à insulina aos seis meses. Também descobriram que os pacientes com CPAP experimentaram menores níveis das moléculas inflamatórias IL-1β e IL-6 e maiores níveis de hormônio adiponectina, que é um importante regulador da glicose.

Em estudos prévios, os pesquisadores identificaram uma diminuição de 1% nos níveis de HbA1c, que foi associada a uma redução de 15% a 20% dos eventos cardiovasculares mais graves e de 37% em complicações microvasculares do diabetes. Considerando esses dados, os pesquisadores relatam que a redução de 0,4% na HbA1c na presente pesquisa resultaria na diminuição de 6% a 8% no risco de doença cardiovascular e de 15% no risco de complicações microvasculares.

A pesquisa também constatou que os pacientes com CPAP apresentaram uma redução considerável de colesterol LDL – chamado de “colesterol ruim” –, um fator de risco para doenças cardiovasculares. Para os pesquisadores, todos os resultados indicam que o diagnóstico precoce da apneia obstrutiva do sono em pacientes com diabetes tipo 2 e a avaliação de anormalidades metabólicas em pacientes com apneia obstrutiva do sono poderiam diminuir o risco de doença cardiovasculares dos indivíduos com estes doenças crônicas.

Apneia obstrutiva do sono

A apneia obstrutiva do sono é uma doença crônica, sendo caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas, provocando paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme. A respiração cessa porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue até os pulmões. A apneia do sono aumenta a probabilidade do paciente desenvolver doenças potencialmente letais, como o diabetes.

Fonte: American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine

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