DISTÚRBIOS DO SONO

Sonambulismo, pesadelos, bruxismo, narcolepsia ou insônia! Estes são os mais habituais vilões na hora de dormir. Saiba como eles influenciam sua noite de sono.

  •  SONAMBULISMO

O sonambulismo consiste em episódios recorrentes de comportamento do tipo levantar-se da cama e perambular pelo quarto, podendo ocorrer o despertar. Como ocorre no terror noturno, a criança não se lembra do episódio sonâm-bulo na manhã seguinte. São necessários cuidados para evitar acidentes. Predisposição familiar também tem sido apontada para o sonambulismo, sendo descrito percentual de 80% dos sonâmbulos com história familiar de terror noturno ou sonambulismo.
É comum nas crianças, com porcentagens de 15 a 30% de crianças saudáveis com história de pelo menos um episódio de sonambulismo, e 3 a 4% das crianças com história de episódios repetitivos. A idade de início é em torno de 5 anos, com pico de ocorrência na adolescência. Nos adultos é descrita prevalência de 1%, sendo incomum após a sexta década de vida.
As três formas de parassônias acima descritas ocorrem durante o sono delta (sono de ondas lentas) e não se deve acordar o indivíduo, uma vez que, tal ação pode prolongar o episódio de parassônia.

  • PESADELOS

Os pesadelos são parassônias do sono REM ( a fase do sono que "sonhamos"). Consistem em sonhos com conteúdo emocional ocorrendo aumento da frequência cardíaca e respiratória, sudorese, sendo finalizado geralmente com um despertar e lembrança do contexto sonhado. Não é rara a queixa de dificuldade para retornar a dormir devido ao conteúdo emocional do sonho. São mais prevalentes e frequentes nas crianças. Há dados indicando que 20 a 30 % das crianças entre 5 a 12 anos de idade têm um pesadelo a cada 6 meses. Há estudos que sugerem relação entre a alta frequência de pesadelos em adolescentes e adultos com possíveis psiquiátricas e outros que não confirmaram tal correlação. Os pesadelos podem ocorrer na mesma noite em que a criança apresenta terror noturno ou episódio de sonambulismo.

  • BRUXISMO

O bruxismo é um distúrbio caracterizado pelo ranger dos dentes (como uma mastigação) durante o período de sono. Sua causa ainda não foi definida completamente, mas pode ser exacerbado pelo estresse, ansiedade e eventualmente problemas neurológicos. Durante o bruxismo, a força realizada sobre a musculatura e os dentes é excessiva produzindo sintomas nos músculos da face e pescoço e nos dentes, como: dor facial, desconforto muscular principalmente ao morder, dor de cabeça, desgaste dos dentes e danos à gengiva. O principal sintoma é o desgaste do esmalte dos dentes, e por este motivo é muitas vezes diagnosticado pelo dentista.
O tratamento mais recomendado é o aparelho intra-oral, conhecido como placa miorrelaxante, que protege os dentes assim como todas as outras estruturas de suporte destes. Os medicamentos, que eventualmente reduzem a incidência do bruxismo, não tem comprovação científica que justifique seu uso a longo prazo.

  • NARCOLEPSIA 

A narcolepsia é caracterizada por um quadro de sonolência diurna excessiva com uma tendência de cair no sono em horas inapropriadas. Esta sonolência pode ser desencadeada por situações de estresse e não são aliviadas com uma boa quantidade de sono à noite. Além deste quadro pode ocorrer breve perda abrupta da força e controle muscular (cataplexia), sensação de estar acordado e não conseguir se mexer na cama (paralisa do sono) e alucinações auditivas ou visuais que aparecem logo antes de iniciar o sono (alucinações hipinagógicas). 

A perda da força muscular pode ser específica a um grupo muscular ou generalizada (neste caso, a pessoa chega a cair no chão). Este quadro pode aparecer repentinamente ou pode se desenvolver gradualmente. Ainda, a sonolência excessiva pode ser o único sintoma. 

A narcolepsia é uma doença de origem genética que afeta parte do cérebro responsável pelo controle do sono e da vigília. 

Procurar um especialista é o passo inicial da investigação, sendo importante descartar outras causas que possam estar interferindo no sono. O diagnóstico é feito por uma avaliação noturna do sono (polissonografia) e durante o decorrer do dia seguinte ao exame, para avaliar 05 períodos de cochilos diurnos. A narcolepsia quando diagnosticada não pode ser curada, mas há medidas para controlar os sintomas da doença. O tratamento vai depender do grau dos sintomas e por isto deve ser programado individualmente com o médico responsável pelo paciente. É importante salientar que pessoas que sofrem de narcolepsia precisam ter cuidado com atividades consideradas perigosas, como dirigir e cozinhar, pela possibilidade de caírem no sono sem controle.

  • INSÔNIA

A insônia se caracteriza pela dificuldade em iniciar o sono ou em se manter dormindo, sendo que o principal prejuízo é o cansaço durante o dia pelas noites mal dormidas. Pode ser um quadro passageiro, relacionado com algum fato recente, que geralmente melhora espontaneamente. Se o quadro persistir além de um mês e interferir na qualidade de vida, é aconselhável buscar tratamento especializado através de avaliação médica. 

A insônia pode estar relacionada com uma causa específica: ansiedade, depressão, estresse, dor muscular e/ou articular (artrite, por exemplo), uso de medicamentos, ambiente inadequado (muito barulho, quente demais, colchão ruim, claridade excessiva), etc. Nos casos em que não se relaciona com um fator causal mais evidente, é tida como insônia primária, aquela sem causa bem definida. 

O tratamento pode ser medicamentoso (indutores do sono, antidepressivos em pequenas doses) em alguns casos, porém, a associação de tratamentos tem apresentado melhores resultados. Os tratamentos alternativos ao medicamentoso incluem higiene adequada do sono, psicoterapia e técnicas de relaxamento. 

Medicamentos indutores do sono "benzodiazepínicos" são medicamentos utilizados em excesso no Brasil. Este tipo de medicamento deve ser utilizado sob orientação médica e por pouco tempo, uma vez que apresentam rápida tolerância (a dose utilizada deixa de fazer efeito, necessitando doses cada vez mais maiores) e dependência (a retirada tem que ser gradual, pois o organismo acostumou com o medicamento, podendo acorrer síndrome de abstinência se não retirado adequadamente). Além destes cuidados, a qualidade do sono fica alterada com o uso destes medicamentos, passando a dormir mais tempo porém de forma mais superficial, ocorrendo diminuição do sono profundo que é aquele que realmente descansa. Por estes motivos, é muito perigoso se automedicar ou usar comprimidos de parentes e amigos sem orientação médica.

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