Será que estou roncando? O que pode ser?

Uma investigação médica pode ser dividida na análise dos sintomas e sinais. Sintoma é tudo que o paciente relata ao médico. Sinal é tudo que o médico observa no paciente, como olheiras profundas, por exemplo. O ronco não se enquadra em nenhuma dessas categorias.

 

Não é sintoma porque a pessoa que ronca nem percebe. Também não é sinal porque a pessoa fica acordada durante a consulta. O ronco é mais uma reclamação de outra pessoa, em geral o cônjuge que acorda todos os dias por causa desse barulho. Resultado: o paciente costuma negar o problema, que decorre da vibração da musculatura da garganta, um sinal de que o relaxamento natural durante o sono causou a obstrução parcial da passagem de ar. Além do barulho desagradável para quem está do lado, pode ser indicativo de algo mais grave: a apneia obstrutiva do sono.

 

A apneia acontece quando há obstrução completa da faringe em alguns momentos do sono. A passagem de ar fica comprometida e o paciente faz um esforço progressivo para respirar, mas sem obter resultados. Esse problema só termina quando ocorrem os micro despertares, um recurso do próprio organismo para restabelecer o tônus da via aérea superior. Assim, o ar pode ser liberado, só que provoca um ronco alto. 

 

Esse ciclo se repete centenas vezes, sem o paciente sequer perceber. As consequências? Sono excessivo no dia seguinte, cansaço, dificuldade de concentração e memória, sintomas depressivos e até mesmo maior risco de apresentar doenças cardiovasculares. Muitas pessoas sofrem desse mal, conforme comprovou um estudo feito com mais de 1 mil adultos da cidade de São Paulo. Submetidos à polissonografia, um terço apresentou apneia do sono.

 

O diagnóstico é muito importante, por que a apneia tem tratamento. Em geral, envolve mudanças comportamentais e a perda de peso. Casos mais sérios podem precisar de cirurgia, uso de placas móveis e do CPAP (sigla em inglês para continuous positive airway pressure), máscara ligada a um compressor que abre a garganta enquanto você dorme. 

 

Em tempos de pandemia, o cuidado deve ser intensificado, porque muitas pessoas tiveram suas rotinas alterada e ganharam peso nesse período. A dica é caprichar na boa alimentação e praticar exercícios físicos, preferencialmente com um bom intervalo antes da hora de dormir.

 

Ninguém merece dormir mal, certo?

 

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