Estudos apontam piora na qualidade do sono

Você prefere acordar cedo para manter a rotina ou está trocando o dia pela noite? Independente do caso, sabemos que a pandemia impactou o sono das pessoas, que passaram a sonhar mais. Isso é uma das consequências de todas as mudanças que estamos vivenciando.

 

Sem obrigação para acordar cedo e se deslocar, a tendência é ficar um tempo a mais na cama. Ainda que haja a sensação de que estamos dormindo mais, isso não significa que a qualidade é melhor. Há casos também em que aconteceu o oposto: a dificuldade para dormir virou realidade. Um estudo realizado na Áustria, Alemanha e Suíça avaliou o sono de 435 adultos entre março e abril deste ano, quando a quarentena estava rígida na Europa. Em média, essas pessoas estavam dormindo 15 minutos a mais a cada noite, só que com um detalhe: menor qualidade do sono. 

 

Os pesquisadores acreditam que o estresse a frustração ocasionados com a pandemia têm ofuscado os efeitos positivos de ficar em casa. A expectativa dos especialistas era a redução do “jet lag social” entre o tempo de sono dos finais de semana e os dias de semana. Outro estudo foi realizado com 139 estudantes dos Estados Unidos, constatando-se um aumento ainda maior no tempo de sono dos universitários de quase 30 minutos. Antes da pandemia, somente 84% conseguiam dormir pelo menos sete horas por noite, número que subiu para 92%. 

 

O tempo extra de repouso é a provável causa dos sonhos esquisitos que muita gente anda tendo. Eles acontecem na fase REM do sono, que dura 90 a 120 minutos e pode acontecer mais de uma vez ao longo da noite. Quanto mais tempo dormindo, mais ciclos REM e, consequentemente, mais sonhos. 

 

Os dados preliminares sinalizam uma tendência, mas são só o início de mais estudos sobre a pandemia. O Estudo Internacional de Sono da Covid-19 (ICOSS, na sigla em inglês) está em desenvolvimento, reunindo pesquisas da China, Finlândia, Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Hong Kong, Noruega, Canadá e Áustria. Para melhorar a qualidade do sono, a dica permanece a mesma: crie uma rotina, pratique exercícios físicos, alimente-se bem e pegue sol. Ah, também nada de ficar no celular até tarde, certo?



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