Não é insônia: conheça outros problemas do sono

Muitas pessoas reclamam da dificuldade em dormir bem. Segundo a Associação Brasileira do Sono, 75% dos brasileiros têm queixas do sono. Em geral, descansam menos do que deveriam.  No início, pode até parecer que está tudo bem, mas não é algo que dura por muito tempo.

 

Uma boa noite de sono faz toda a diferença: após 18 horas acordado, por exemplo, as funções cognitivas como a velocidade de raciocínio, a memória e a capacidade de se concentrar começam a sofrer as consequências. Poucos dias de sono desregulado já alteram completamente a cognição. O organismo sente os efeitos, manifestados em cansaço, irritabilidade e perda da memória. Saber a real causa das noites mal dormidas é essencial. Assim, é possível começar o tratamento o quanto antes, melhorando a qualidade de vida. Conheça alguns distúrbios pouco falados abaixo! 

 

1. Síndrome das pernas inquietas: relaciona-se à deficiência de ferro e às alterações no sistema dopaminérgico, ligado a funções cerebrais diversas, como a do movimento e das sensações. Os sintomas aparecem antes de dormir através do desconforto nas pernas e, às vezes, nos braços. Esse incômodo pode se manifestar de várias formas como dor, aperto nos membros inferiores ou agitação e sensação de perna beliscada. A pessoa se sente melhor quando movimenta as pernas, por isso não consegue dormir ou acorda com esse mal-estar. 

Tratamento: consiste em corrigir a falta de ferro no sangue, podendo ser necessário o uso de medicamentos e fisioterapia para tratar a dor, principalmente em quem tem artrose. 

2. Narcolepsia: pense em um sono tão incontrolável que você dorme em qualquer hora ou lugar. Isso é narcolepsia, doença rara do sono e que atrapalha as atividades diárias, sendo considerada incapacitante. A pessoa tem dificuldade de ficar acordada durante o dia e não consegue dormir bem à noite. O sono é fragmentado. O distúrbio é genético, em geral começa na infância e dura a vida inteira. 

Tratamento: medicamentos capazes de repor substâncias no cérebro (estimulantes e antidepressivos). Evitar emoções fortes é outra dica para controlar o problema. 

 

3. Sonambulismo: distúrbio classificado como parassonia, ocorre quando a pessoa faz várias coisas enquanto está dormindo de forma involuntária e, depois, não se lembra de nada. Ainda não se conhecem as causas exatas. Os sonâmbulos podem ser acordados, mas provavelmente irão acordar bem confusos. Quando necessário, são prescritos medicamentos e hipnose. 

 

4. Terror noturno: costuma se manifestar na primeira infância. Caracteriza-se pelo despertar rapidamente ou na transição do sono profundo para um mais leve, havendo estresse nessa passagem. A criança costuma chorar e gritar, além de ficar com respiração ofegante. Diferente do pesadelo, produzido no sono REM, o terror noturno faz parte do sono não-REM, ou seja, a criança está dormindo, já no pesadelo ela acorda e entra em pânico com os acontecimentos do sonho ruim. Os olhos costumam ser abertos, por isso os pais acham que o filho está acordado, mas isso acontece porque o terror noturno desperta áreas do cérebro específicas, enquanto outras continuam em sono profundo.

Tratamento: a recomendação é que os pais acalmem as crianças, protegendo-as para evitar machucados. Um método que previne os episódios consiste em reduzir o estresse da criança, proporcionando uma rotina de sono tranquila. Casos graves são tratados com medicamentos e psicoterapia.

 

5. Distúrbio comportamental do sono REM: atinge, na maioria dos casos, pessoas mais velhas. É uma doença bastante comum na terceira idade, pois ocorrem modificações no sistema cerebral. Os neurônios e as células nervosas começam a se degenerar devido à idade. No meio do sono, o idoso começa a se debater com forças, grita, dá pontapés e chora. É como se ele achasse que está acordado, fazendo o que o sono sugere. 

Tratamento: o diagnóstico é feito por uma polissonografia com imagens de vídeo. Caso a doença seja detectada, são prescritos medicamentos. 

 

Para dormir melhor, você pode adotar algumas dicas. Crie uma rotina que indique ao cérebro e ao corpo qual o momento de dormir. Pratique atividades físicas regulares, evite estímulos luminosos e sonoros à noite (como celulares e computadores), mantenha a temperatura ambiente adequada, fique longe de substâncias estimulantes e faça refeições leves. 

 

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