Função “soneca” do despertador pode ser prejudicial ao seu dia

O despertador do celular toca e você, após desligá-lo, se levanta, vai para o banho, toma um café da manhã e começa o seu dia. 
O despertador do celular toca, e, instintivamente, você o coloca na função “soneca” para que ele volte a tocar cinco ou dez minutos depois.

Em qual das situações acima você se encaixa? E em qual delas você pode sair mais prejudicado em relação à saúde?

 

Estudos já demonstraram que, ao optarem por mais cinco ou dez minutos de sono após o despertador tocar, as pessoas podem sofrer com efeitos negativos, como a “inércia do sono”. Trata-se de um estado de sonolência e desorientação, muito comum quando as pessoas são acordadas abruptamente de um sono profundo. Portanto, se você opta pelos cinco ou dez minutos a mais de sono, talvez esteja na hora de você mudar de hábito.

 

Alguns especialistas até desaconselham o uso do despertador – nem é necessário dizer que o uso da opção “soneca” é ainda mais desaconselhado –, pois o normal é que acordemos espontaneamente. Ou seja, se quando despertamos, a vontade é continuar dormindo, é sinal de que não dormimos o suficiente ou temos algum problema relacionado ao sono.

 

O normal é que completemos entre quatro e seis ciclos do sono por noite. Na hora de acordar, o corpo humano, teoricamente, deve estar no último ciclo REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos Olhos") e em uma fase de sono “mais superficial”. Além disso, o nosso organismo se prepara para acordar cerca de duas horas antes da hora de despertarmos.

 

Enquanto dormimos, o organismo baixa a temperatura corporal e passa a reduzir a melatonina e aumentar o cortisol, hormônios fundamentais na regulação do sono. Quando o despertador toca e decidimos dormir mais cinco ou dez minutos, estamos prejudicando esse processo e a nossa saúde, pois alteramos o nosso relógio biológico.

 

Em resumo, há dois complicadores quando dormimos mais cinco ou dez minutos após o despertador tocar: fragmentamos o sono adicional, que acaba por ser de pouca qualidade; e estimulamos o corpo a começar um novo ciclo do sono sem tempo suficiente para o completarmos. Resultado: sonolência ao longo do dia e “lentidão cognitiva motora”.

 

A capacidade de tomar decisões, a memória e o nosso rendimento são afetados quando ficamos mais cinco ou dez minutos na cama. De acordo com especialistas, não adianta recorrer a um banho frio e um reforçado café da manhã para resolver estes fatores afetados. O ideal é ir para a cama mais cedo na noite anterior ou programar o despertador para mais tarde.

 

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