Dormir pouco pode intensificar o risco de alguns tipos de câncer

Existem evidências científicas que demonstram uma associação entre o sono insuficiente e o risco de desenvolver câncer. Pessoas com problemas no ritmo circadiano, em que o relógio biológico é interrompido por causa do trabalho em diferentes turnos, podem ser ainda mais afetadas. 

Um estudo publicado pelo International Journal of Cancer encontrou uma relação entre o trabalho de mulheres em horários irregulares e o surgimento do câncer de mama. Pesquisas compararam 1200 mulheres diagnosticadas com a doença, entre o período de 2005 a 2008, com 1300 mulheres que não receberam esse diagnóstico. Concluiu-se que o câncer de mama foi 30% maior em mulheres que trabalhavam em diferentes turnos, como as que tinham ao menos quatro horas de trabalho noturno e as que tinham menos de três noites de trabalho noturno por semana (o que não permitia, no entanto, que se ajustassem a apenas uma escala). A atividade laboral fragmentada em diversos horários também foi associada no aumento dos casos de câncer de próstata em homens. 

As pesquisas suspeitam que uma interrupção no ritmo circadiano pode ser um risco no aparecimento do câncer, pois o relógio biológico interno do corpo afeta várias funções do organismo. Uma teoria é a de que a supressão da melatonina durante a noite é capaz de ser responsável por isso. De fato, os cientistas têm visto isso ao estudar o funcionamento dos animais, em que o câncer cresce mais rápido quando o ciclo de sono de roedores é manipulado por um longo período de tempo.

As alterações no ritmo circadiano causadas pelo trabalho em diferentes turnos podem aumentar a prevalência de problemas gastrointestinais. A úlcera péptica é um exemplo disso, sendo mais comum nesse grupo de pessoas. É importante que haja um acompanhamento regular de uma equipe que possa ajudar na melhora da qualidade do sono para que se evite o aparecimento de distúrbios. 

 

 

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