Hábitos de sono refletem um problema global

As mulheres têm mais problema do que os homens quando o assunto é sono: enfrentam mais dificuldade para dormir, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pessoas de ambos os sexos e que apresentam insônia percebem piora significativa da qualidade de vida. Os resultados foram apresentados em junho, no Sleep 2019, reunião anual da Associated Professional Sleep Societies em San Antonio, Texas (Estados Unidos). 

O sono influencia na boa saúde e é uma preocupação mundial. Assim, recomenda-se uma abordagem multiprofissional, com práticas integrativas e complementares, a fim de que os problemas relacionados ao sono sejam reduzidos. Na pesquisa feita pela UNIFESP, participaram 1.042 adultos voluntários. Avaliaram-se os padrões de sono do grupo, por meio de polissonografia e percepção de qualidade de vida deles segundo a versão abreviada da Escola de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde. Menos mulheres (33,3%) do que homens (42,1%) “dormiam bem”, de acordo com os critérios da 4ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Tanto os homens (47,2%) quanto as mulheres (48,6%) apresentaram taxa semelhante de sinais e sintomas de insônia. No entanto, mais mulheres tinham a síndrome da insônia: 18,1% contra 10,7%. A diferenciação entre insônia e a síndrome se baseou no comprometimento das atividades diárias. O estudo concluiu que a relação entre insônia e qualidade de vida se reflete em pesquisas de todo o mundo, que sugerem o mau sono como uma problemática mundial, não é algo localizado e, por isso mesmo, requer atenção e conscientização. 

 

 

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