Sinusite tem relação com apneia obstrutiva do sono?

Tanto a apneia como a sinusite reduzem a qualidade do sono. A primeira ocorre devido à obstrução parcial ou completa das vias respiratórias e é diagnosticada pela manifestação de alguns sintomas: boca seca, sonolência, irritabilidade, dores de cabeça, no peito e na garganta, além de ronco e falta de concentração.

Já a sinusite é uma inflamação da mucosa da região dos “seios da face”, que envolve cavidades ósseas ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. Uma das dúvidas mais comuns é se existe alguma relação entre ambas, além do fato de afetarem o sono.

A sinusite apresenta coriza e congestão nasal, o que causa incômodo na hora de dormir, pois é difícil respirar. É comum que a pessoa acorde diversas vezes durante a noite, indo beber água devido ao ressecamento na boca e garganta. Por conseguinte, o sono é fragmentado e não atinge o descanso de que precisa. A congestão causa, inclusive, o ronco - as narinas são fechadas e se dorme de boca aberta, favorecendo a obstrução parcial das vias respiratórias. 

Uma pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa do Sono, da cidade de Taipei, no Taiwan, revelou que não está clara a associação entre sinusite e apneia. O estudo levou cinco anos e foram acompanhados 971 pacientes com apneia do sono e 4.855 pacientes não identificados com a doença. Os resultados indicaram que cerca de 7% dos portadores foram posteriormente diagnosticados com sinusite, contra 2% do outro grupo. 

Assim, é correto afirmar, pelos dados da pesquisa, que inexiste uma relação definitiva entre ambos os problemas. Ainda que a apneia intensifique o risco de desenvolvimento da sinusite, isso não significa que os distúrbios são conectados. A diferença entre as doenças consiste no fato de que a apneia acontece pela obstrução da passagem do ar, causada pelo relaxamento excessivo dos músculos; já a sinusite existe devido à congestão nasal, que piora quando se deita. 

A sinusite é temporária e tratada com antibióticos e limpeza nasal, sem demais complicações respiratórias. Contudo, quem sofre dessa condição de forma crônica corre o risco de ter apneia do sono, que não se pode ser tratada com remédios: é, na verdade, uma síndrome que precisa ser tratada todas as noites e exige acompanhamento médico especializado.

 

 

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