Apneia do sono pode ter consequências mortais

Sintomas como fadiga, sonolência e cansaço indicam problemas no sono. Uma pesquisa realizada no laboratório da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia com uma mulher mostrou que, apesar de estar supostamente dormindo, ela despertou 18 vezes por hora.

Ao longo da noite, parava de respirar por mais de 10 segundos em alguns momentos, respirando ofegante e roncando para recuperar o nível de oxigênio em seu sangue. O diagnóstico foi preciso: apneia obstrutiva do sono, condição bastante comum; porém, deixada diversas vezes de lado, o que afeta a qualidade de vida e causa risco do desenvolvimento de acidentes de trânsito, doenças cardíacas, diabetes e até mesmo câncer. A apneia afeta aproximadamente 9% das mulheres e 24% dos homens, a maioria de meia idade ou mais, ainda que 9 em 10 adultos tenham essa condição, mas continuam sem saber disso, de acordo com a “American Academy of Sleep Medicine”. A causa é frequentemente associada à obesidade, de modo que a apneia atinge  mais de duas pessoas entre cinco que têm massa corporal maior que 30 e três entre cinco adultos com síndrome metabólica.

Em pessoas com excesso de peso, há bloqueio do ar na garganta quando os músculos relaxam durante o sono. Emagrecer ajuda, mas nem sempre é a solução correta do problema. Para quem não dorme com alguém no mesmo quarto, descobrir a apneia pode ser mais difícil. Contudo, o cansaço contínuo e a sensação de que se ficou acordado durante toda a noite são sinais de que é preciso buscar ajuda profissional. Há outras pistas: se você sente necessidade de dormir ao longo do dia, se acaba dormindo enquanto vê um filme, acorda quatro vezes ou mais para urinar ou se desperta com a boca seca ou dor de cabeça. Dificuldade de concentração é outro indício.

Diagnosticar a doença é, portanto, imprescindível. É possível fazer um teste em casa, que utiliza um dispositivo sem eletrodos que registra os esforços respiratórios, o fluxo de ar e os níveis de oxigênio no sangue durante o sono. A apneia pode ser efetivamente tratada com um aparelho noturno chamado CPAP, que pressiona de forma contínua as vias aéreas, fornecendo pressão positiva enquanto a pessoa dorme e respira. Engloba uma máscara que deve ser aplicada corretamente, vedando o redor do nariz e da boca.

Além disso, há um estimulador do nervo hipoglosso como alternativa terapêutica, cirurgicamente colocado capaz de mover a língua para frente e manter as vias aéreas abertas durante o sono. Mesmo que não resolva por completo a apneia, traz melhoras significativas, mas o custo pode ser elevado a algumas pessoas. Demais opções incluem uma tala implantada na boca, que empurra a mandíbula à frente. De qualquer jeito, perder peso e adotar hábitos saudáveis é essencial, pois mais da metade dos indivíduos que sofrem de apneia se sentem melhor praticando atividades físicas e cortando bebidas alcoólicas.

Fonte: The New York Times

 

 

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