Dormir bem é o melhor que você pode fazer à saúde

Acha que dormiu o suficiente nas últimas semanas? Consegue lembrar quando conseguiu acordar sem alarme, sentindo-se renovado e sem precisar de café? Se a resposta a essas perguntas é não, saiba que você não está sozinho. Dois terços dos adultos ao redor de todo o mundo falham na obtenção de oito horas de sono diárias. 

De fato, pesquisas feitas pelo UK Sleep Council e pelo YouGov revelam que uma a cada três pessoas que vemos nas ruas do Reino Unido regularmente têm um péssimo sono. Isso não é surpresa para a maior parte das pessoas; entretanto, as consequências são por vezes desconhecidas: horas de sono insuficientes se revelam como um dos fatores que mais influenciam no estilo de vida.

O sono insuficiente é, atualmente, um dos fatores mais significantes no dia a dia, influenciando até mesmo no desenvolvimento da doença de Alzheimer. Enquanto dormimos, um sistema de eliminação de resíduos do cérebro, chamado de sistema glifático, opera em alta velocidade. Quando você entra em sono profundo, esse sistema limpa o cérebro de uma proteína conhecida como beta-amiloide, associada ao Alzheimer. Sem a quantidade suficiente de sono, essa atividade falha, elevando os riscos de desenvolver a doença a cada noite mal dormida. 

Talvez você tenha notado um desejo de comer mais se está cansado. Isso não é coincidência: dormir pouco faz com que haja uma concentração de hormônios que dão fome. Apesar de ter comido, ainda há vontade de comer mais. O desempenho atlético também é afetado: dormir menos de 8 horas ou, pior ainda, menos de 6 horas, aumenta a exaustão física de 10% a 30% durante atividades aeróbicas. 

Até mesmo uma redução moderada de duas a três horas de sono na semana já tem consequências, intensificando o nível de açúcar no sangue, por exemplo. Aumenta, ainda, as chances de as artérias coronárias se tornarem bloqueadas e causarem doenças cardiovasculares. Basta uma hora de sono perdido para sentirmos os impactos, pois apenas uma hora de perda já intensifica a chance em 24% de ataque cardíaco; já, quando ganhamos uma hora de sono, há uma redução de 21% no risco. 

A interrupção do sono foi, além disso, ligada às principais doenças psiquiátricas, incluindo depressão, ansiedade e tendências suicidas. É fácil concluir, a partir das consequências físicas e mentais, que um sono mais curto gera uma vida mais curta. Descobertas recentes mostraram que indivíduos com uma rotina de cinco horas por noite de sono têm chance 65% maior de morrer a qualquer instante, caso comparado àqueles que dormem entre sete a nove horas. 

É hora de a sociedade valorizar o momento de dormir bem por uma noite inteira, sem que haja constrangimento ou o estigma da preguiça. Isso exige uma transformação cultural, profissional e global de como se enxerga o sono, que é fundamental na prevenção e no tratamento de doenças. Dormir é eficaz para redefinir a saúde cerebral e corporal diária, por isso precisa ser prioridade na vida de todos os indivíduos.

 

Tudo Sobre o Sono

Agende seu exame na pneumosono.

A melhor infraestrutura para você!