Distúrbios assustadores do sono

Durante o sono, temos o relaxamento muscular, a redução da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. A memória é beneficiada e diversos hormônios são influenciados. Dormir bem é fundamental para uma vida saudável e é o sono deve ser regulado, com horário certo para dormir e para acordar.

Visto isso, o sono prejudicado pode vir a ser um problema sério. Uma pesquisa divulgada em 2009 pela Associação Brasileira do Sono mostrou que 43% dos brasileiros não tinham um sono restaurador e apresentavam sinais de cansaço ao decorrer no dia. Não estar descansado mesmo após uma noite aparentemente “normal” pode ser o início de um distúrbio bem grave, que leva a doenças cardiovasculares e, até mesmo, depressão.

Paralisia do sono

O distúrbio é a total falta de mobilidade do corpo por apenas um momento, normalmente ao acordar. Por mais que a pessoa esteja consciente, alguns casos vêm acompanhados de alucinações. O fenômeno está relaiconado ao estresse e pode acontecer com qualquer pessoa.

O sono tem dois estágios: o REM, que significa movimentos rápidos dos olhos, caracterizado por uma atividade cerebral mais rápida e de baixa amplitude, e o não-REM, mais lento. No REM, ocorrem os sonhos mais vívidos e o relaxamento muscular é máximo. Enquanto dormimos, o corpo não responde aos incentivos do sonho. Na paralisia do sono, o cérebro acorda de um estado REM, mas o corpo segue paralisado. O cérebro entende que você ainda está dormindo e algumas pessoas não conseguem nem abrir a pálpebra.

Há medicação para conter a paralisia. Quando acontecer alguma crise, a pessoa deve relaxar e tentar movimentar os olhos de um lado para o outro.

Respiratórios

O ronco pode fazer parte da apneia obstrutiva do sono, um distúrbio capaz de provocar condições perigosas para a saúde. Hipertensão arterial, problemas cardíacos, diabetes, depressão e, até mesmo, a redução da capacidade de aprendizagem estão associados ao distúrbio – a apneia é capaz de piorar a situação desses quadros.

Cada vez que ocorre uma apneia, o cérebro estimula a pessoa a acordar e voltar a respirar. Ela pode não ter consciência, mas tem vários “microdespertares” e o sono fica fragmentado.

Terror noturno

Uma parassonia - distúrbios de movimentos anormais durante o sono - em que o indivíduo grita, como se estivesse sendo atacado. Depois, acorda desesperado. Geralmente acontece com crianças. O problema não é um simples pesadelo. No terror noturno, os gritos e a agitação ocorrem quando se está dormindo. Além disso, os pesadelos ocorrem no sono REM e o terror noturno, no não-REM.

Sexomnia

Quem sofre desse distúrbio não percebe que está fazendo algumas atividades sexuais, como a masturbação. Quando acorda, não lembra do ocorrido. É como um sonambulismo com comportamento sexual.

Sonambulismo

É a realização de atividades motoras sem que o indivíduo tenha consciência do que faz. Parte de suas funções cerebrais continua adormecida, e ele fica em um estado de transição. Normalmente, os episódios ocorrem uma ou duas horas depois que a pessoa adormeceu, duram até meia hora e terminam quando ela acorda ou volta para cama para continuar dormindo. Na manhã seguinte, a pessoa não lembra ou lembra pouco do ocorrido.

Transtorno alimentar noturno

Outra parassonia, a pessoa se levanta para comer na madrugada, sem plena consciência e pode não lembrar do episódio no dia seguinte. O tratamento inclui medicação e mudanças comportamentais.

Síndrome das pernas inquietas

O indivíduo queixa-se de um desconforto nas pernas quando vai repousar, o que leva a uma necessidade compulsiva de mexê-las. Movimentos involuntários nos membros inferiores durante o sono ocorrem em aproximadamente 80% dos casos. Hiperatividade está relacionada ao problema.

Insônia

O mais comum dos problemas e o terceiro maior motivo de procura por ajuda médica sobre o sono é a incapacidade de iniciar ou manter o sono. Geralmente causada por hábitos inadequados, ela pode estar relacionada a distúrbios do humor, como ansiedade e depressão. Se os sintomas ocorrerem pelo menos três vezes por semana e por mais de três meses, a pessoa tem um quadro crônico.

Para o tratamento, é necessário reduzir estímulos ao cérebro durante a noite, diminuir a luminosidade, não trabalhar em horários próximos ao de dormir e evitar cafeína.

Tudo Sobre o Sono

Agende seu exame na pneumosono.

A melhor infraestrutura para você!